“Ah, ele é forte!”, “Come super bem!”, “Vai esticar de repente, é só uma fase”: quem é pai ou mãe provavelmente já ouviu (ou até disse) alguma dessas frases ao notar uma criança mais cheinha.
Durante muito tempo, associar o corpo roliço à saúde era comum. Mas será que isso ainda vale?
A resposta é: nem sempre. E em muitos casos, essa “fofura” pode estar sinalizando algo que merece mais atenção.
O que é normal no crescimento e o que passa do ponto?
Toda criança tem um ritmo próprio de desenvolvimento. Algumas crescem mais rápido, outras mais devagar. Mas quando o peso está muito acima do esperado para a idade e altura, isso pode deixar de ser uma característica e virar um alerta.
O excesso de peso na infância nem sempre é passageiro. Se a criança está acima do percentil 85 nas curvas de crescimento do IMC infantil, já é considerado sobrepeso. Acima do percentil 95, entra na faixa de obesidade. E, diferente do que muitos pensam, isso não depende apenas da quantidade de comida, mas da qualidade da alimentação e dos hábitos da família.
Veja aqui: • Calculadora de IMC Infantil: Descubra se seu filho está com o peso adequado
Comer bem nem sempre é sinônimo de comer certo
Muitos pais se orgulham ao dizer que o filho “come de tudo”. Mas é importante olhar com carinho para o tipo de alimento que está no prato (e nos lanches e petiscos do dia a dia).
Alimentos ultraprocessados, ricos em açúcar, sal e gordura, como biscoitos, salgadinhos, refrigerantes e fast-foods, contribuem para o ganho de peso, mesmo quando a criança tem um bom apetite. Comer “bastante” nem sempre é o mesmo que comer “bem”.
E vale lembrar: o corpo da criança está em formação. Os excessos de hoje podem se transformar em problemas de saúde sérios no futuro, como diabetes, hipertensão, alterações no colesterol e até distúrbios do sono.

Quando a “fofura” vira problema?
É claro que nem todo corpo mais rechonchudo indica um problema. Mas se a criança:
- Troca de roupa ou calçado mais lentamente que os colegas;
- Apresenta ganho de peso rápido e contínuo;
- Mostra cansaço excessivo, dores nas pernas ou falta de fôlego ao brincar;
- Vive com fome, mesmo logo após as refeições…
… então vale sim investigar. O pediatra ou o endocrinologista pediátrico pode avaliar com calma, usar as curvas de crescimento e, se for o caso, orientar a família.
Por que isso importa tanto?
O excesso de peso na infância afeta mais do que a balança. A criança pode se sentir diferente dos colegas, ser alvo de brincadeiras desagradáveis, ter dificuldade de se movimentar ou até apresentar alterações na autoestima.
Mas aqui vai uma boa notícia: crianças aprendem rápido, se adaptam bem e, com apoio da família, conseguem resultados surpreendentes. O segredo é agir com leveza, sem culpa e com muito acolhimento.
O que você pode observar e fazer em casa:
- Priorize refeições simples, coloridas e caseiras;
- Evite deixar alimentos ultraprocessados sempre à mão;
- Reduza o tempo de tela para menos de 2h por dia;
- Incentive brincadeiras ao ar livre e movimentos diários;
- Dê o exemplo: filhos seguem muito mais o que veem do que o que escutam.
Observar com amor é também cuidar
Não é sobre rotular ou apontar falhas, e sim sobre prevenir com carinho. Nem sempre o “gordinho de criança” vai se transformar no “estirão da adolescência”. Às vezes, ele precisa de ajuda para crescer com saúde.

Como a Dra Letícia pode ajudar?
A Dra. Letícia Rocha Batista é médica endocrinologista pediátrica, especialista no acompanhamento do crescimento, metabolismo e equilíbrio hormonal das crianças.
Em seu consultório, em Ponta Grossa – PR, ela realiza uma avaliação completa, sempre de forma humanizada e respeitosa, para entender cada caso de forma individual. Se você está em dúvida sobre o peso do seu filho ou quer orientação segura para promover hábitos mais saudáveis em casa, ela está pronta para ajudar, com escuta, acolhimento e ciência.
Agende uma consulta e cuide do futuro do seu filho hoje.


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