Um mascote que transforma o tratamento do diabetes tipo 1 em uma experiência leve e acolhedora. Conheça o novo ursinho de pelúcia que a médica endocrinologista pediátrica utiliza em seu consultório.
A pergunta que parou o consultório
Tem uma pergunta que parece simples… até a gente perceber como ela pode ser grande para uma criança (e para a família):
“Dra., como alguém que usa bomba de insulina toma banho? E esse ‘fio’ na barriga?”
Foi num desses momentos — em que a dúvida é real, comum, e merece uma explicação leve — que eu percebi: explicar tecnologia médica para criança não pode ser frio, não pode ser técnico demais, e definitivamente não pode dar medo.
O dia em que a pelúcia virou solução
Na mesma semana dessa pergunta, eu estava com minha filha Ana Lara em uma loja de pelúcias. E veio o estalo:
“E se eu tivesse um mascote no consultório para explicar tudo isso do jeito certo… e do jeito infantil?”
Pensei: eu posso ter uma pelúcia que seja minha, que fale a minha linguagem e a dos meus pacientes. Uma forma de ilustrar, de maneira leve, como funciona um sistema de infusão de insulina — bomba de insulina, pâncreas artificial — nomes que já são tão pesados e difíceis.
Nasce o Toffee
Comprei um ursinho menino (achei mais neutro), coloquei uma roupinha estilosa e fui atrás dos conjuntos de infusão. Queria que tudo fosse tamanho real: bomba, sensor, transmissor, cânula, cateter. Porque no consultório, o que a criança precisa ver é exatamente o que ela vai usar.
Aí fui ao Instagram para escolha do nome. Vieram sugestões lindas: Caramelo, Todinho, Romeu, Teddy, Lelê, dentre outros… e depois da enquete, o eleito foi Toffee.
Toffee é um tipo de caramelo
— docinho, dengoso, e com aquele jeitinho de fazer a gente lembrar de coisas boas. Combinou perfeitamente com a missão dele: **trazer leveza para um assunto que pode ser difícil.**
O que o Toffee faz no consultório
Hoje, o Toffee é meu parceiro de atendimento. Ele tem diabetes tipo 1 e usa bomba de insulina — e com ele, a criança pode:
- Ver onde fica o dispositivo, como prende, como funciona
- Entender cânula, cateter, sensor sem medo dos nomes difíceis
- Perguntar e mexer (sim, pode pegar!)
- Perceber que não é bicho de sete cabeças — é cuidado, é rotina, e dá para viver bem
E sim, com o Toffee dá para explicar como toma banho com bomba, como troca o conjunto de infusão, como o sensor funciona — tudo de forma visual, concreta e sem susto.

A endocrinologia pediátrica vai além do diagnóstico: envolve entender, explicar e acompanhar cada fase do desenvolvimento infantil.
Mais do que tratar: ensinar e acolher
Na endocrinologia pediátrica, o cuidado vai além da prescrição. O acompanhamento do diabetes tipo 1 envolve rotina, disciplina, tecnologia — e, sobretudo, apoio emocional.
Crianças não absorvem informações da mesma forma que adultos. A comunicação precisa ser adaptada, e o lúdico é uma ferramenta poderosa.
Quando a criança visualiza antes, o medo diminui. Entender o tratamento faz parte do cuidado.
Se o Toffee ajudar uma criança, ele já cumpriu a missão
O Toffee chegou para ficar. Ele é um jeito acolhedor de falar de bomba de insulina, sensor, tecnologia — sem “peso”, sem terror, e com a criança participando do próprio tratamento.
Se ele ajudar uma criança a sair do consultório mais segura, mais confiante e menos assustada, ele já valeu cada ponto da enquete que o escolheu.
Onde encontrar a Dra. Letícia e o Toffee
Dra. Letícia Rocha Batista
Endocrinologia Pediátrica
Consultório: Rua General Carneiro, 1318 – Centro – Ponta Grossa (PR)
Agendamentos: (42) 3010-1200 (WhatsApp) ou AgendarConsulta.com


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